Saturday, December 30, 2006

O Profissional

No Portugal dos Pequeninos

O "cluster eólico" - utilizo o termo do "plano tecnológico" - foi prejudicado no seu imparável caminho de sucesso porque a Iberdrola interpôs um recurso hierárquico da decisão da comissão que trata do assunto, a qual escolheu as propostas da GALP e da EDP. Apesar de andarem todos mais ou menos misturados- saem de um lado, entram no outro e, quando são ministros, nomeiam "gestores" que já foram ministros e vice-versa -, na Iberdrola ("ramo" português") manda o dr. Pina Moura. O dr. Pina Moura é, para além disso, deputado do PS e membro da linha "socrática" em vigor, apesar de, muito antes disso, ser o único membro da sua própria "linha". Como tal, o irrelevante dr. Manuel Pinho deve suscitar-lhe o maior dos ascos. E, nada melhor que a sua Iberdrola, para o exibir. Pina Moura é um profissional. Foi-o anos a fio no PC e na "linha dura", como não podia deixar de ser. Consta até que Cunhal acarinhava vagamente a ideia de ver Pina Moura a empunhar cada vez mais alto a "rubra bandeira". Naquele congresso extraordinário da Amadora, de 1986, em que Cunhal pediu aos comunistas para taparem a cara de Soares e votarem nele, lá se vê o camarada Moura de volta de uns papéis, na primeira fila, a votar de braço no ar. Logo de seguida, e enquanto o Muro de Berlim caía e não caía, uma rapaziada mais "aburguesada" foi-se aproximando do PS, à excepção da Zita Seabra que fez um "salto mortal" directo ao PSD. Uns foram saindo em grupelhos inócuos, outros saíram sozinhos e quase todos foram expulsos. O PS abocanhou a maioria. E Pina Moura, com o traquejo estalinista de anos feito, abocanhou, assim que pôde, o católico Guterres de cujo lado direito não abdicou até o ver em S. Bento. Conta-se que era o último a sair do Rato e o primeiro a aparecer no dia seguinte, quando não ficava por lá. Foi o tempo do velho profissional se transformar no "cardeal". Como era de prever, esteve nos governos do referido engenheiro. Acabou a acumular duas pastas - as Finanças e a Economia - até ao dia em que Guterres o "entalou" no Parlamento, jurando que não ia aumentar a gasolina. Ele e a sua amiga Manuela Arcanjo perceberam rapidamente que o barco estava prestes a afundar-se. Nem um, nem a outra estavam lá quando Guterres se descobriu no "pântano". Com os "conhecimentos" adquiridos nas pastas que ocupou, Pina Moura tratou, naturalmente, da vida dele. Depois de comunista, socialista e quase religioso - coisa que, na verdade, nunca deixou de ser -, o profissional apareceu como empresário. Criaturas como Mexia e outras do mesmo género que navegam nas empresas energéticas, são um produto da fina inteligência do delfim do dr. Cunhal. Pina Moura, às tantas, era o "bloco central" personificado para estas áreas interessantes de acompanhar à distância. Era e é. A via espanhola evidencia uma ambição desmesurada. Ao pé de Pina Moura, o dr. Pinho é um menino de coro que nem sequer sabe cantar. Devia aprender a não se meter com profissionais.

Monday, December 25, 2006

Feliz Natal 2006

Friday, December 15, 2006

Os neonazis

No Virtualidades

O Irão, que é um país que gera muitas simpatias em alguns círculos internacionais, tem-se revelado como um antro para os novos neonazis do século XXI. Com um ódio declarado aos judeus, tudo têm feito para afrontar este povo e Israel. Uma análise coerente ao discurso do Presidente Mahmoud Ahmadinejad facilmente concluí que é muito semelhante à retórica utilizada pelo Partido Nazi na Alemanha.
Neste momento, organizam uma conferência revisionista do Holocausto Nazi, negando-o e revendo a história. Numa mundo livre e democrático, tudo pode e deve ser discutido. Mas tentar negar o que foi um dos maiores crimes da humanidade, é demais. O anti semitismo está bem vivo no mundo, e estas teorias começam a conspurcar novamente o ocidente. Faltará pouco para vermos nas televisões ocidentais destacados membros políticos a apoiar estas teorias. Elas não são novas, mas ganham cada vez mais adeptos.

Será que Soares, que ficou muito contente com a vitória de Chavez, amigo de Ahmadinejad, também concorda com esta teoria histórica revisionista?

Friday, December 01, 2006

Freedom? - It's the economy, stupid!

No quase em português:

Se um dia descobrimos que afinal o bem-estar económico e a liberdade não andam de mãos dadas: escolhemos o que? E se escolhemos a liberdade, não seremos cilindrados pela evolução histórica que, darwinista e determinista, fornecerá legitimação (sem aspas?) a posteriori aos Pinochet, Friedman, e os governos de Singapore e China?

Se assim fosse, diria mesmo: Fuck the economy! And Pinochet, Friedman, Singapore and China.