Saturday, January 13, 2007

Toujours la France

No Arte da Fuga:

L’obstacle ultime, c’est la France

"Libéralisation de l'agriculture : l'obstacle ultime, c'est la France" por Drieu Godefridi no Le Figaro:
Le «Doha round », dernier en date des cycles de négociations de l'Organisation mondiale du commerce (OMC) visant à soustraire le commerce international aux initiatives protectionnistes arbitraires des États, notamment en matière de subventions et de droits de douanes, achoppe plus que jamais sur un obstacle : la France, qui refuse obstinément de libéraliser davantage son agriculture.

Il s'agit pourtant d'une revendication prioritaire des pays en développement [...] et surtout des pays pauvres, exsangues d'être concurrencés sur leurs propres marchés par des produits agricoles européens gavés de subventions

Saturday, December 30, 2006

O Profissional

No Portugal dos Pequeninos

O "cluster eólico" - utilizo o termo do "plano tecnológico" - foi prejudicado no seu imparável caminho de sucesso porque a Iberdrola interpôs um recurso hierárquico da decisão da comissão que trata do assunto, a qual escolheu as propostas da GALP e da EDP. Apesar de andarem todos mais ou menos misturados- saem de um lado, entram no outro e, quando são ministros, nomeiam "gestores" que já foram ministros e vice-versa -, na Iberdrola ("ramo" português") manda o dr. Pina Moura. O dr. Pina Moura é, para além disso, deputado do PS e membro da linha "socrática" em vigor, apesar de, muito antes disso, ser o único membro da sua própria "linha". Como tal, o irrelevante dr. Manuel Pinho deve suscitar-lhe o maior dos ascos. E, nada melhor que a sua Iberdrola, para o exibir. Pina Moura é um profissional. Foi-o anos a fio no PC e na "linha dura", como não podia deixar de ser. Consta até que Cunhal acarinhava vagamente a ideia de ver Pina Moura a empunhar cada vez mais alto a "rubra bandeira". Naquele congresso extraordinário da Amadora, de 1986, em que Cunhal pediu aos comunistas para taparem a cara de Soares e votarem nele, lá se vê o camarada Moura de volta de uns papéis, na primeira fila, a votar de braço no ar. Logo de seguida, e enquanto o Muro de Berlim caía e não caía, uma rapaziada mais "aburguesada" foi-se aproximando do PS, à excepção da Zita Seabra que fez um "salto mortal" directo ao PSD. Uns foram saindo em grupelhos inócuos, outros saíram sozinhos e quase todos foram expulsos. O PS abocanhou a maioria. E Pina Moura, com o traquejo estalinista de anos feito, abocanhou, assim que pôde, o católico Guterres de cujo lado direito não abdicou até o ver em S. Bento. Conta-se que era o último a sair do Rato e o primeiro a aparecer no dia seguinte, quando não ficava por lá. Foi o tempo do velho profissional se transformar no "cardeal". Como era de prever, esteve nos governos do referido engenheiro. Acabou a acumular duas pastas - as Finanças e a Economia - até ao dia em que Guterres o "entalou" no Parlamento, jurando que não ia aumentar a gasolina. Ele e a sua amiga Manuela Arcanjo perceberam rapidamente que o barco estava prestes a afundar-se. Nem um, nem a outra estavam lá quando Guterres se descobriu no "pântano". Com os "conhecimentos" adquiridos nas pastas que ocupou, Pina Moura tratou, naturalmente, da vida dele. Depois de comunista, socialista e quase religioso - coisa que, na verdade, nunca deixou de ser -, o profissional apareceu como empresário. Criaturas como Mexia e outras do mesmo género que navegam nas empresas energéticas, são um produto da fina inteligência do delfim do dr. Cunhal. Pina Moura, às tantas, era o "bloco central" personificado para estas áreas interessantes de acompanhar à distância. Era e é. A via espanhola evidencia uma ambição desmesurada. Ao pé de Pina Moura, o dr. Pinho é um menino de coro que nem sequer sabe cantar. Devia aprender a não se meter com profissionais.

Monday, December 25, 2006

Feliz Natal 2006

Friday, December 15, 2006

Os neonazis

No Virtualidades

O Irão, que é um país que gera muitas simpatias em alguns círculos internacionais, tem-se revelado como um antro para os novos neonazis do século XXI. Com um ódio declarado aos judeus, tudo têm feito para afrontar este povo e Israel. Uma análise coerente ao discurso do Presidente Mahmoud Ahmadinejad facilmente concluí que é muito semelhante à retórica utilizada pelo Partido Nazi na Alemanha.
Neste momento, organizam uma conferência revisionista do Holocausto Nazi, negando-o e revendo a história. Numa mundo livre e democrático, tudo pode e deve ser discutido. Mas tentar negar o que foi um dos maiores crimes da humanidade, é demais. O anti semitismo está bem vivo no mundo, e estas teorias começam a conspurcar novamente o ocidente. Faltará pouco para vermos nas televisões ocidentais destacados membros políticos a apoiar estas teorias. Elas não são novas, mas ganham cada vez mais adeptos.

Será que Soares, que ficou muito contente com a vitória de Chavez, amigo de Ahmadinejad, também concorda com esta teoria histórica revisionista?

Friday, December 01, 2006

Freedom? - It's the economy, stupid!

No quase em português:

Se um dia descobrimos que afinal o bem-estar económico e a liberdade não andam de mãos dadas: escolhemos o que? E se escolhemos a liberdade, não seremos cilindrados pela evolução histórica que, darwinista e determinista, fornecerá legitimação (sem aspas?) a posteriori aos Pinochet, Friedman, e os governos de Singapore e China?

Se assim fosse, diria mesmo: Fuck the economy! And Pinochet, Friedman, Singapore and China.

Friday, November 24, 2006

Dois tipos de pessoas

A humanidade distingue-se em dois tipos de pessoas: os seres inteligentes e os que compram relógios da selecção portuguesa de futebol autografados pelo senhor Scolari. Eu preferia comprar uma saca com cascas de tremoços por vinte euros, a comprar um relógio feio como varizes nas pernas de uma prostituta septuagenária, autografado por um treinador de futebol.

E diz o anúncio ao relógio, transmitido nas televisões, que Scolari é “o homem que fez mudar o rumo da nossa história”. E isto é verdade. Nós até íamos no bom caminho, tínhamos feito os Descobrimentos e fomos um grande entreposto comercial, para chegarmos a esta horrenda tragédia de termos uma selecção treinada por um brasileiro anafado. A história definitivamente mudou. Há uns poucos de uns anos, Scolari teria sido escravo de um latifundiário alentejano. Ó Scolari, vai-me lá preparar os cavalos que eu quero ir cavalgar até ao pôr-do-sol. E livra-te de comeres outra vez a cozinheira pretinha, que eu mando-te de volta para o pantanal no porão de um barco da polícia marítima – diria o senhor da terra.

Wednesday, November 22, 2006

Capitalism and Freedom

Milton Friedman, Capitalism and Freedom

In practice, the major argument given for licensure by its proponents is [...] rather a strictly paternalistic argument that has little or no appeal. Individuals, it is said, are incapable of choosing their own servants adequately, their own physician or plumber or barber. In order for a man to choose a physician intelligently, he would have to be a physician himself. Most of us, it is said, are therefore incompetent and we must be protected against our own ignorance, by seeing to it that people are not served by incompetent physicians or plumbers or barbers.